terça-feira, 29 de maio de 2012

O Segredo de um beijo

O Segredo de um beijo É bem verdade que quando um homem e uma mulher se encontram e mantêm relações de respeito e apaixonadas, com conteúdos românticos à beira da loucura do amor, ambos se acham no desejo do olhar cujo efeito imediato é o beijo cheio de calor, onde a paixão se converte em loucura, e os dois começam a namorar fazendo planos de ação, sonhando com um mundo de rosas e pássaros azuis, imaginando um futuro em que realidades viram fantasias e o imaginário solta gritos pelo ar em nome da liberdade de construir amores românticos e paixões e desejos enlouquecidos. Então o casal se beija, e transforma seus encontros em beijos de chocolate onde o amor é gostoso e maravilhoso, puro como as violetas pedindo que seus beija-flores façam uma verdadeira metamorfose em seus cotidianos: mudar os sonhos em realidades de paixão levada à loucura do amor. Pois parece que a loucura é a primeira dimensão visada pelo beijo reinante entre um homem e uma mulher que de fato se amam. Muitas vezes existe o beijo quebrado quando uns dos dois custa a admitir a possibilidade do amor e só se beijam depois de vários instantes de briga, discussão, conflito e confusão. Ora esse é o tipo de beijo que rasga os preconceitos e investe em um amor de chocolate onde a paixão se vê livre das barreiras da emoção, dos obstáculos de um tesão frio e gelado ou de fronteiras que se apresentam para impedir o verdadeiro beijo romântico, desejoso e apaixonado, delícia de amor, amor gostoso e maravilhoso como o chocolate. Então chega o ponto central que o macho atinge a mulher no Ponto G e ela se entrega aos seus beijos malucos que enlouquecem o seu tesão e transformam sua paixão em orgasmo de amor. É quando o amor chega ao céu da loucura de um desejo modificado em prazer sexual. Ora os dois se chegam mais um para o outro, se abrem a um novo mundo de alternativas sexuais, se acasalam romanticamente e fazem do amor a paixão do paraiso com a bênção de Deus a alegrar e entusiasmar essa relação. E eis que o beijo produz assim a auto-estima esperada, oferece a paz tão almejada, ordena os problemas insistentes e disciplina a interioridade de quem anseia por organizar todas as coisas a partir desse beijo multiplicador de desejos e paixões. E ora a vida se renova, o trabalho se torna produtivo, a família respira ordem e paz, os amigos se alegram com o casal apaixonado, e a realidade cotidiana se transforma em sonhos reais onde as fantasias e o imaginário dos seres dá lugar a uma paixão otimista e equilibrada, tranquila e segura, estável e sustentável. Então Deus abençoa essa relação de amor cujos efeitos imediatos é uma sexualidade viva e saudável e agradável aos que se amam. Tal o segredo de um beijo transformador de vidas e que muda a realidade das pessoas que se apaixonam mutuamente. Um beijo onde a paz reina, a ordem e o equilíbrio imperam, a vida renasce mais uma vez e tudo a sua volta tem energia para viver e a força necessária para continuar construindo um universo de amor, base da ordem social e fonte de otimismos e entusiasmos geradores de vida. Sim, o amor é lindo. E o beijo se faz uma revolução apaixonante. Beijar uma mulher é como comer um chocolate da Nestlê ou da Garoto e transformá-lo em bombom. Sim, o amor é bom. E o beijo é um delicioso bombom.

terça-feira, 22 de maio de 2012

Incógnita

Incógnita O Gosto e o sabor do mistério acompanham muitas pessoas, grupos e indivíduos neste início de século XXI quando elas se vestem de coisas e situações ocultas, se escondem em circunstâncias aparentes do cotidiano, assumem esconderijos temporais em vários momentos do seu dia a dia, comprometendo-se com o obscuro, o irreal e o irracional em suas experiências de trabalho no escritório, de atividades no gabinete particular, de relações no botequim da esquina ao se encontrar com colegas da rua, de convívio diário no shopping do bairro ou na hora do almoço em algum restaurante da cidade, sempre buscando em suas atitudes e relacionamentos algo novo e surpreendente, interrogações que causam espanto em outros, uma série de questionamentos que seus parentes e amigos passam a achar que tal sujeito ou está maluco, ou ainda não se encontrou, ou mesmo está sob condições que refletem sua noite sem estrelas, ou sua eternidade sem Deus, ou seu caminho sem luz, ou sua estrada sem guias. Assim vive muita gente hoje em dia. Abraçam a escuridão existencial para não serem vistos pela sociedade, ou não aparecerem nos compromissos assumidos, ou se excluirem das rodas sociais e de eventos importantes, ou desaparecerem nos instantes que mais precisam delas ausentando-se quando deveriam estar presentes, insistindo em sumirem da realidade e viverem nos esconderijos de uma vida sem problemas, onde as dificuldades não existem, sem conflitos para se ocupar ou se preocupar. Vivem sim uma noite sem lua e sem estrelas. Escondem-se de si mesmos e dos outros. Sua regra é a obscuridade. Ser incógnitas perante a existência de cada minuto e segundo. Fugirem de encontros interessantes, evaporarem em casos onde suas decisões são muito necessárias. Tornam-se no cotidiano indivíduos e sua noite de obscuridades. Não querem aparecer porque não gostam de ser incomodados por outros, seus colegas de trabalho, seus amigos da rua, ou seus parentes e família. Deste modo vivem hoje muitas pessoas, que insistem em só existirem na noite da vida ou nas madrugadas da existência porque não querem ser vistos pela sociedade nem descobertos por algo ou alguém que ameacem a sua privacidade, o seu silêncio quem sabe omisso ou sua paz talvez escondida. Pessoas que adoram uma vida misteriosa, sem compromisso com alguém, longe dos espetáculos do dia a dia, fugindo dos shows de quem não é seu ídolo ou indivíduo importante para si. Preferem ser incógnitas. É possível que algo positivo haja nesse comportamento não comum todavia que se integra nos apartamentos fechados da zona sul e norte do Rio, em casas e empregos em que não se vê o compromisso com o bem do próximo, nas casas onde a noite é mais forte do que a luz. É a obscuridade que reina nessas vidas noturnas de madrugadas inseguras e não tranquilas, instáveis e insustentáveis. Prefiro eu o compromisso que ajuda e a responsabilidade que faz o bem e vive em paz. Nesse caminho fujo da incógnita ainda que ela seja um remédio para os que fogem da vida, ou uma injeção curadora para quem não simpatiza com a realidade, e prefere se instalar no mundo imaginário de sua cabeça sem compromisso, muitas vezes irresponsável, ou sem qualquer contato com o cotidiano. São pessoas frias, geladeiras. Prefiro ser fogão, ter uma garota para conversar ou um amigo para compartilhar minhas idéias e meus pontos de vista. Gosto de mulheres que me tiram da solidão e dão ordem e sentido à minha vida. Nessas horas de incógnita, para um homem solitário nada melhor que mulheres românticas e apaixonadas, capazes de dar razão a suas existências sem chão nem teto sem portas nem janelas. Aprecio as mulheres que eu amo e respeito. Elas me dão valor. No mesmo instante, a escuridão evapora, a noite some e a incógnita desaparece.É bom ter mulheres e amigos assim, e poder contar com sua família nessa situação. E então fugimos de nossos esconderijos cotidianos e caimos na real. E eis que o sol brilha outra vez. Tudo se aquece. A Vida nasce novamente.

terça-feira, 15 de maio de 2012

Pingos e Gotas

Pingos e Gotas Agradeço sempre a Deus por ser alguém que faz parte de um Todo e integrante de Tudo que se configura como sua criatura como a Natureza perfeita e o Universo cheio de possibilidades, a sociedade e seus problemas e a família da qual me sinto disponível para o que der e vier, os amigos que crio a cada dia e as garotas e mulheres que conquisto, namoro e paquero a todo instante e sempre que a situação cotidiana o permite. Então me vejo não como a luz mas sim um reflexo dessa luz a iluminar o caminho das pessoas de meu convívio diário e noturno, ou mesmo um pingo do Sol a esquentar de entusiasmo as comunidades de que participo, ou quem sabe uma gota do Farol que guia os navios e barcas nos mares e oceanos da vida. Assim como uma fatia do grande Bolo da criação do Senhor consigo encher de delícias e gostosuras esse Bolo com minha categoria de homem limitado ou meu charme de garotão paquerador de meninas bonitas e de respeito, trabalhadoras e educadas, inteligentes e românticas. Ora, sou membro de um Mundo maior e melhor para o qual caminhamos, processando nossa realidade cotidiana para Aquele que é o Princípio da Vida e o Fundamento de todos os fundamentos. Encontro-me assim como filho de um Senhor que é o Dono do Planeta e Genitor da Terra, Raiz do amor e destino de todos os povos, ricos e pobres, marginais e poderosos, grandes e pequenos, feios e bonitos, quentes e frios. Que bom ser um Pingo de Deus ou uma Gota do Senhor no meio de um contexto onde as pessoas anseiam por ajudar umas às outras embora a violência nos circule e as turbulências da mente e do corpo nos causem medo, desespero e aflição. Acima dessas dificuldades e conflitos está Alguém que nos sustenta na vida e nos mantém vivos a fim de fazermos a nossa parte neste mundo em que vivemos: ajudar a construir o bem à nossa volta e a paz de que todos precisam e procuram. Fomos feitos para a tranqüilidade. Repousamos nAquele que garante nossa saúde e bem-estar de todos os dias, noites e madrugadas. Nascemos para ser feliz. A Felicidade nos persegue porque somos filhos e filhas desse Deus que é o Todo de nossos pingos de chuva e o Tudo de nossas gotas do mar. Que bom ser integrante da vida de Alguém que nos dá liberdade para construir o que é bom para nós e nos faz bem. Somos Pingos de Deus e Gotas do Senhor. Melhor que isso não há.

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Imbróglio

Imbróglio De vez em quando nossa vida cotidiana parece uma confusão daquelas, pois vivemos enrolados no trabalho, complicados na família, enrascados com os amigos, em uma rua sem saída com as garotas e namoradas, com uma dor de cabeça sem fim quando invadimos o escritório, turbulentos no debate com conhecidos nas ruas da cidade, misturando tudo ao produzir um discurso de um evento ou ao adquirir diferentes conhecimentos na nossa área profissional, transformando em salada de frutas nossos relacionamentos diários e nossas experiências no dia a dia, mesclando o bem com o mal, a paz com a violência, a saúde com distúrbios e o bem-estar que devemos ter com transtornos sociais e familiares, tornando então nossa vida de cada hora um Imbróglio pois muitas vezes não sabemos que caminho tomar para mudar essa situação confusa ou a quem pedir ajuda ou um conselho ou uma idéia legal ou um otimismo bacana capaz de resolver essa conjuntura de problemas e de circunstâncias tais onde as dificuldades obscurecem as respostas necessárias e as trevas que nos envolvemos escondem a luz que pode resolucionar esses conflitos internos ou essa guerra de realidades antagônicas, adversas e diversas, contrárias e diferentes, divergentes e discordantes bloqueando o farol que vem do sol, resposta e solução para todas essas dificuldades e turbulências da vida de todos os dias, noites e madrugadas, na família e no trabalho, na rua e no supermercado, na banca de jornal e na padaria, na farmácia e no botequim, no shopping e no restaurante, ou diante da televisão dentro de casa ou mesmo perante o computador que nos faz acessar a internet. Então a melhor solução é manter o equilíbrio e buscar otimismo em todas as atividades, levar a vida com alegria e bom-senso, fazendo da sensatez a regra para as boas ações que nos farão extinguir essa confusão interna e conflitos externos que denominamos Imbróglio. Talvez assim fujamos dessa crise de consciência ou dessa incongruência da liberdade. E aí rezamos para Deus nos ajudar. Ora, surge uma lâmpada que se acende em nossa mente mostrando uma estrada alternativa para esse conjunto de contradições. Quem sabe o sol se aqueceu e nos iluminou nos indicando uma nova estrada a percorrer e um diferente caminho a trilhar. Então Deus acontece. Uma luz brilha dentro e fora de nós. O Sol nasceu mais uma vez. E nos transformamos em estrelas dentro dessa noite sem saída aparente. E sorrimos porque Deus é bom e está nos ajudando. Ora, tudo é luz e voltamos para casa prontos para mais um repouso tranqüilo porque a resposta apareceu e a solução veio no momento certo. E dormimos em paz. Porque Deus é bom.

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Insofismalidade

Insofismalidade Existe algo mais importante na vida de uma pessoa que a busca por transparência em suas atitudes e atividades, relacionamentos e interatividades, trabalhos e relações na rua e na família ? Talvez seja essa virtude a responsável por uma realidade de autenticidade em nosso convívio cotidiano quando desenvolvemos princípios éticos e valores espirituais orientadores de um cotidiano cheio de detalhes e carregado de diferenças sociais e econômicas, políticas e culturais, artísticas e filosóficas, científicas e tecnológicas, morais e religiosas. Quem sabe então o desejo de ser verdadeiro cause saúde em nossa consciência e bem-estar em nossa liberdade de construir o que nos faz bem e coisas boas para uns e outros e para nós mesmos. A Vida transparente é uma porta aberta para novos amigos e diferentes compartilhamentos de conteúdo seja na linha do pensamento ou sentimento ou nas experiências que fazemos todos os dias no gabinete particular, no escritório da empresa, no salão do cabeleireiro, no banco da praça conversando com amigos, nas esquinas do bairro quando vamos ao shopping ou ao restaurante, nas praças públicas batendo papo com colegas de trabalho ou garotas apaixonadas. Em tudo e com todos, como é bom ser verdadeiro com as pessoas, transparente em nossos comportamentos e autêntico em nossas relações! Uma pessoa transparente, luminosa e fortalecida por raízes mentais seguras, princípios estáveis e valores tranqüilos, é um canal de otimismo e equilíbrio em torno de si, conquistando grandes amizades e gigantescas interações com seu próximo e semelhante. Que boa a transparência moral e espiritual! Só temos a ganhar, conseguimos somar e crescer e evoluir em todas as instâncias da realidade cotidiana. Transparentes somos como uma lâmpada acesa que ilumina e clareia todos os cantos da sala, pingando gotas de água luminosa em todos que ali se encontram. A Transparência é um espelho de luz que nos faz bem e torna os outros melhores. É como se Deus viesse a morar na nossa casa espalhando raios de sol em todos que lá habitam. Gosto de ser transparente. Aprecio a Insofismalidade. Não me comprometo com a corrupção, não entro na moda dos sujos que fazem porcarias, não procuro viver mentindo para mim mesmo nem faço do meu cotidiano um filme de cinema ou um capítulo de novela. Prefiro não representar nem me iludir com sonhos ou fantasias. Adoro ser realista. A Realidade é transparente. Ser real tem algo a ver com ser Insofismático. A Insofismalidade é a vida que se vive que tem uma experiência de luz, que jorra para todos os lados e atinge a todos que estão perto. Procuro ser Insofismático. Viver sem sofismas e sem erros, mesmo que não seja perfeito. Procuro acertar embora não seja correto. Procuro a luz ainda que não seja um sol ou um farol. Não sou a luz, apenas sou um reflexo da luz. Quem sabe um pingo. Ou mesmo uma gota.

segunda-feira, 30 de abril de 2012

Evolua sempre

Viver é Evoluir O que mais identifica e caracteriza a nossa condição humana e natural é o fato de que desde o início temos evoluído física e mentalmente, material e espiritualmente, tornando a vida da criação, da natureza e do universo – em função do homem e da mulher é que existem - carregada de saúde social e política, e bem-estar econômico e cultural, o que reflete a fecunda intencionalidade do Criador, Autor da Vida, de metamorfosear o Planeta Global e seus adjacentes astros siderais e corpos celestes – onde há vida, é claro – em Moradias do Altíssimo e Templos da Humanidade, tendo em vista que é a consciência humana e natural que toma a iniciativa de ordenar todas as coisas e disciplinar todos os seres, e organizar todos os conteúdos e matérias de conhecimento, de ética e de espiritualidade, garantindo pois o Projeto de Deus para todos e cada um de nós: fazer evoluir até a plenitude relativa todos os entes criados e suas gerações passadas, presentes e futuras, e, enfim, aperfeiçoar a sua obra produzida, enriquecendo-a de magnitude espiritual, de excelência moral e psicológica, de qualidade de vida natural e material, ao ponto de toda a estrutura consciente de vida mergulhe na abundância do Senhor e se transforme na maior e melhor das criaturas, chocando-se com aquilo que realmente deve ser e se constituir: um novo céu e uma nova terra, onde todos se sintam bem e felizes, livres para sempre, calmos na alma e tranqüilos no espírito, repousantes em termos de felicidade espiritual. Tudo isso graças à evolução espiritual da humanidade – agora chegada a sua plenitude – a qual é acompanhada por todo o ser criado e gerado com vida abundante. Tal o plano fundamental do Senhor nosso Deus: evoluir sempre. Sabemos que jamais chegaremos ao Absoluto, todavia o que mais nos interessa é continuar o nosso progresso espiritual, a evolução da consciência e o desenvolvimento da nossa liberdade. Crescemos para isso. Esse o paraíso que nos espera. A Nova Era de vida em plenitude.

terça-feira, 24 de abril de 2012

Dialética 1 Muitas vezes em nossa vida diária através de uma idéia que surge em nossa mente construímos um mundo de possibilidades para a nossa existência, criamos novas realidades e diferentes experiências, produzimos ricos conteúdos de conhecimento de qualidade, como em um processo TESE – ANTÍTESE – SÍNTESE, que denominamos de movimento dialético, onde um fenômeno que acontece no cotidiano é contraposto por outro, e este por sua vez sofre uma diversa contradição gerando então um fenômeno agora transformado, resumo dos contrários que o antecederam, produto das adversidades que o geraram. Assim é a vida de cada dia e de cada noite. Vivemos por meio de contradições, que se guerreiam umas com as outras, gerando novos contrários e diferentes realidades contraditórias cuja síntese é um perfeito universo de experiências que tendem para o bem que fazemos e para a paz que vivemos, visto que a nossa natureza é boa originalmente, porque vem de Deus, e tudo o que ela cria e propaga caminha para a nossa felicidade e bem-estar, desenvolvendo em nós, de nós e para nós, e por nós, a boa liberdade que se identifica com o direito e o respeito vividos, a responsabilidade em nossas atitudes e relacionamentos, o juízo e o bom-senso em nossas atividades, o nosso equilíbrio mental e emocional, o controle da nossa cabeça e o domínio de nós mesmos.. Portanto, através de contradições sempre novas e diferentes vamos construindo a vida, articulando outras realidades e condicionando diversas experiências fecundas e profundas, sempre nesse processo dialético em que uma palavra produz palavras que se contrariam que por seu lado geram outras palavras que se contradizem, permitindo ao final a síntese de uma ótima ideologia transformadora, que então modifica para melhor os nossos ambientes de vida, metamorfoseando o nosso cotidiano, dando-nos pois a possibilidade de uma vivência mais ordeira e pacífica, mais fraterna e solidária, mais livre e feliz, mais saudável e agradável. Viver portanto é contradizer e contradizer-se, o que nos propicia novas atitudes perante a realidade, diferentes olhares sobre o cotidiano, outras posturas sociais diante dos problemas, gerando-nos uma vida de possibilidades múltiplas e de alternativas diversas, mais rica em conteúdo e mais perfeita na sua experiência de cada instante. Somos dialéticos. Por meio da dialética, o mundo se desenvolve, a vida se processa, a realidade progride, o ambiente evolui, e crescem as nossas melhorias sempre mais abertas e libertas, renovadas e restauradas, recuperadas e regeneradas, em um movimento perene de grandes descobertas que se concretizam e de gigantescas revelações que nos surpreendem a todo momento. Dialetizando, a vida se constrói. Ficamos mais ricos. Nos tornamos mais perfeitos. Aumenta a nossa qualidade de existência. Superamos limites. Ultrapassamos obstáculos. Transcendemos as barreiras dos preconceitos mentais e das superstições religiosas. Vivemos então a excelência de uma realidade humana, naturalmente constituída e culturalmente desenvolvida. Metamorfoseamos assim as nossas experiências e situações diurnas e noturnas. Nos transformamos para melhor. De bem com a vida e em paz conosco mesmo, vamos gerando novas dialéticas e fazendo das contradições presentes que aqui e agora se processam pontes para a felicidade, ferramentas de renovação interior e exterior e instrumentos de libertação material e espiritual, física e mental. Que Deus abençoe pois as nossas dialéticas cotidianas. 2 Heráclito de Éfeso na Grécia Antiga do século VI a.C., Platão mais tarde, Karl Marx e Engels quando fundaram o Partido Comunista de 1848 durante a Revolução Industrial na Inglaterra no século XIX, e antes o filósofo alemão Hegel, todos esses fizeram da Dialética o motor de suas vidas e o sentido de suas ideologias, dizendo que somos guerreiros em busca da paz, e fazemos das contradições a razão dos fatos históricos e o profundo significado de vida dos acontecimentos do tempo, produtora da realidade cotidiana, quando todos e cada um por meio de suas contradições internas e externas procuram melhorias para sua experiência de cada dia, noite e madrugada, hora, minuto e segundo, construindo assim sociedades onde a paz é alcançada por debates entre as pessoas no meio da rua, as reformas políticas e revoluções culturais, transformações na economia e emergências sociais, obtentendo-se deste modo soluções justas para a violência urbana e rural e respostas razoáveis para questões como a turbulência das consciências e os conflitos familiares, os distúrbios mentais e emocionais e os transtornos de família e sociedade, de trabalho e emprego. Todos procuram desta maneira através do instrumento das adversidades e das contrariedades da vida gerar realidades de mais saúde e bem-estar comum, novas e diferentes vivências de paz, fraternidade e solidariedade, outras possibilidades de vida saudável e de dignidade humana, qualidade de saúde e educação, tornando o bem comum das populações uma realidade vital e necessária. Com a Dialética das comunidades locais e regionais, o Globo respira melhor seus ambientes de calma social e tranquilidade existencial e espiritual, repousam os espíritos e descansam em paz as consciências. Com a guerra, vem a paz. Da Dialética surge o repouso. 3 A Crítica e o debate produzem melhorias na vida da sociedade, causam aperfeiçoamentos em nossa visão da realidade e interpretação das coisas, qualificam nossa saúde e bem-estar, transformam para melhor as opções culturais e as defesas ambientais, definem mudanças positivas na política de partidos e oferecem otimismo na luta por sociedades em desenvolvimento, determinando o progresso dos povos, as emergências sociais, as revoluções científicas e tecnológicas, diferentes teorias e práticas históricas e filosóficas, lucidez na inteligência, clareza na observação das soluções para os problemas do cotidiano, ideologias que fazem a apologia da vida, novas maneiras de se vestir, trabalhar e se relacionar, pensar e agir, sentir e se comportar, reformas econômicas e alternativas financeiras de conteúdo de qualidade, evolução na consciência e na liberdade, diminuiçao da pobreza e da miséria, enfraquecimento do desemprego e grandes potencialidades e capacidades de trabalho, enfim, o equilíbrio diante da confuisão das comunidades e o otimismo perante negativismos e pessimismos, toda uma sorte de progressos materiais e espirituais, físicos e mentais, psicológicos e sociais, conscientes e emocionais, o que mostra e demonstra como as contradições mudam os comportamentos das pessoas, alteram a vida em sociedade, produzem o desenvolvimento sustentável das populações mundiais, emancipam a natureza e elevam o status quo do universo, fazendo-nos crescer em dignidade e qualidade de vida e trabalho, saúde e educação. A Dialética nos faz bem, soma em nossas experiências de todos os dias e noites, acrescenta sempre alguma coisa para nós, nos torna evolutivos, com ela crescemos e nos multiplicamos. A Dialética é boa e nos faz bem. É saúde para nós. 4 A Trinômio Dialético TESE – ANTÍTESE – SÍNTESE nos indica que uma realidade ao ser contestada e contrariada por outra produz uma outra realidade mais desenvolvida, larga e elástica, dilatada e maior e melhor, resumindo as duas anteriores e sintetizando o que de bom ou ruim aconteceu entre elas, nos oferecendo portanto um contexto de bem e bondade opcional ao lado de um diferente ambiente de mal-estar e violência quem sabe. Deste modo, do encontro de atividades que se diversificam , discordam e divergem, surge uma outra realidade informada das duas antecessoras e que significa progresso real e atual, crescimento das consciências e liberdades, desenvolvimento seguro e tranquilo de suas diferenças e identidades, e evolução mental e emocional, prática e experimental de seus contextos diferentes e contrários, diversos e adversos. Então achamos uma realidade nova, talvez mais saudável e mais agradável quem sabe. Assim evoluimos. Da Dialética realizamos o processo gerador de liberdades construtoras de atividades de saúde e ações de bem-estar entre nós. Então crescemos. A Dialética nos move para cima e para o alto. Com as contradições encontramos a paz procurada e o bem que necessitamos diaria e noturnamente. Contradizendo e contradizendo-se evoluimos. Somos evolução. 5 Exemplos desse Trinômio Dialético na história da humanidade encontramos muitos, todavia podemos destacar o que ocorreu no fim da Idade Média e início da Idade Moderna quando as indulgências, taxas e impostos da Igreja Católica foram criticados pela então Reforma Protestante de Lutero e Calvino que mais tarde deu origem aos mercados e ideologias capitalistas como a livre iniciativa, a propriedade privada, a mais-valia e a iniciativa do trabalho assalariado e direitos e benefícios trabalhistas mudando a filosofia dos burgueses medievais que agora se tornaram mercadores e comerciantes onde a moeda não são mais as mercadorias porém valores de capital em espécie, transformando assim o regime burguês em estrutura e sistema capitalista de mercado, o qual por sua vez mais além seria combatido e criticado pelos primórdios do socialismo ocidental que teve origem com Karl Marx e Engels quando fizeram o Manifesto Comunista de 1848 durante a Revolução Industrial da Inglaterra no século XIX, consequentemente possibilitando nos cotidianos posteriores do tempo moderno e contemporâneo os diversos socialismos e mais adiante a democracia, fatos esses que mostram e demonstram comprovadamente como a Dialética e seus contrários e adversidades são o motor da história e definem os comportamentos das sociedades em suas épocas e determinam atividades e ações e atitudes convergentes ou não, concordantes ou não, razão do tempo e sentido da vida. Assim os acontecimentos históricos são mobilizados dialeticamente, as contradições provocam a paz procurada nas guerras surgidas e o bem que se deve fazer. Desta maneira nascem as sociedades modernas e os Estados politicamente constituidos e desenvolvidos, as economias emergentes e as culturas descartáveis, os princípios e valores que bem orientam para a vida ou as doenças que matam, as moléstias que derrubam e as enfermidades que derrotam, o equilíbrio e a insensatez, os distúrbios mentais e a saúde do corpo e da alma, os transtornos emocionais e da consciência e as liberdades que surpreendem e renovam todas as coisas. Assim é a vida. Uma Dialética que constrói. 6 A Presença e a insistência da Dialética ou Lei das Contradições Progressivas – a LCP – pode ser facilmente observada igualmente na ascensão social de um trabalhador que inicialmente trabalha como Gari da COMLURB, mais tarde entra no mercado de comerciantes, e em seguida se formando em advogado se transforma em um Promotor de Justiça. Mais além faz um Doutorado – PhD – em Direito Constitucional e chega a posição de Juiz ou Desembargador da Justiça, cargo em que ficará até o final de sua carreira ou aposentadoria por tempo de serviço. Tal evolução trabalhista e progresso social e econômico é um reflexo da Dialética em nossas experiências cotidianas, quando subimos de postura psicológica e trilhamos os degraus emergentes da ascensão na sociedade, acumulando salários e condições de trabalho que identificam nossa qualidade e dignidade de vida em nossa jornada profissional. Eis a Dialética presente mais uma vez na vida dos trabalhadores que no seu dia a dia convivem com as contrariedades da família e as adversidades do emprego, optando então por uma estrada onde vê o melhor para si e os outros, o que é bom e lhe faz bem socialmente. Deste modo a LCP é um caminho de evolução social a partir de uma Dialética onde A leva a B e termina em C. Essa realidade é comum hoje em nossos dias. 7 Igualmente na vida romântica e amorosa e nos relacionamentos apaixonados também acontece a presença da Dialética definindo relações e atitudes e determinando ações e comportamentos quando por exemplo um homem paquera uma mulher ou namora uma garota e de repente rompe essa conexão amorosa para mais tarde assumir um outro relacionamento mais respeitoso e responsável com uma nova menina que aparece em sua experiência cotidiana. Então fica noivo dessa mulher todavia por transtornos da vida e distúrbios na relação resolve abandonar o compromisso e extinguir os contatos com ela. Aí mais uma vez mais além assume diferente namoro e uma nova paquera para finalmente se casar com sua amada. Dois anos porém após o matrimônio decide acabar outra vez com mais essa relação, e então se separa e divorcia, para mais outra vez mais tarde assumir um outro relacionamento que desta vez ficaria até sua morte ou morte do casal. Como se observa, a Dialética funcionou direito destruindo e construindo relacionamentos duradouros e provisórios. Assim acontece na vida cotidiana. A Dialética gera outras alternativas, constrói novas potencialidades e produz diferentes possibilidades. Enquanto uns crescem outros caem. Mas a Dialética continua seu movimento emergente ou de queda, de concórdia ou discórdia, de convergência ou divergência. Ela existe para romper a rotina e acabar com a tradição, produzir as surpresas e gerar as novidades que dão sentido à vida. A Dialética nos move. Ela é processo de vida ou de morte. Ela gera opções de saúde ou não. Ela é produtora de movimento. É o motor da história e senhora do tempo. 8 Graças à Dialética e sua jornada de opostos e contrários que evoluem conseguimos romper 1000 anos de Idade Média e ingressar na Idade Moderna com outros apelos ao Mercantilismo, novos Descobrimentos e diferentes relações de comércio marítimo, uma cabeça melhor sem os preconceitos e superstições medievais todavia agora mais clara, lúcida e evidente, tranquila e segura, estável e sustentável, capaz de avançar para outras interpretações da vida e da história cotidiana e olhar o mundo com a abertura de uma consciência em busca de sua liberdade, renovada por dentro e por fora, e liberta de todos os obstáculos que a realidade oferecia a seus conteúdos racionais e matérias e programas inteligentes, o que permitiu progredirmos para o século XVIII e encontrarmos o Romantismo e seu estilo e jeito apaixonados de viver e existir, e ainda mais tarde em 1848 nos depararmos com o Comunismo que deu origem à democracia contemporânea depois de fundar e construir os socialismos modernos e atuais. E assim o tempo se fez e a história da humanidade evoluiu, sua consciência se desenvolveu e sua liberdade cresceu conquistando espaços nas sociedades, procurando saúde e bem-estar no convívio humano e social, agindo com equilíbrio e sensatez no encontro com o otimismo que renova, o sorriso que liberta e a alegria que salva e nos faz bem. Deste modo evoluimos dialeticamente dentro da realidade cotidiana desde os princípios do Cristianismo até hoje a Era da Internet e da Informática, do Compartilhamento de conhecimentos, desejos e experiências e interatividade de grupos e indivíduos globalizados e interdependentes que interagem com saúde quase perfeita. Eis o mundo real e atual que a Dialética gerou para nós, cidadãos e cidadãs da Modernidade do século XXI. 9 O Evolucionismo de Darwin nos revelou duas realidades constituintes do dia a dia das sociedades de todos os tempos: os limites da natureza humana e a lei dos mais fortes. De fato, na origem e desenvolvimento das diversas comunidades humanas espalhadas pelo mundo temporal desde o princípio da história até nossos dias o jogo dialético nos mostra e demonstra que a guerra urbana e rural reflete o domínio das classes dominantes sobre os grupos dominados, e o poder exercido pode vir ou do Capital ou do Estado, dos trabalhadores ou das ideologias políticas, da força policial e militar ou de moralidades disciplinadoras dos comportamentos, do império das religiões ou de uma simples arte ou música, do Romantismo de vida ou dos padrões, axiomas e estigmas da Ciência e Tecnologia, de uma filosofia de vida e seus princípios e valores ou de fenômenos sociais e culturais surpreendentes, enfim, o poder do mais forte sempre prevalece sobre os mais fracos, o que mostra porque nações desenvolvidas definem as atitudes de países menores e povos mais emancipados reinam sobre populações emergentes nelas exercendo seu poderio político e militar, econômico e cultural, científico e tecnológico. Eis o que lei da Dialética nos ensina a partir de Darwin: que os mais fortes sobrevivem na natureza e os limites de cada um determinam a força e o poder de cada qual dentro das relações sociais, das interatividades culturais e do jogo das ideologias inter-partidárias politicamente corretas ou não. Assim não é só normal como natural que o maior vença o menor, o grande esteja acima do pequeno, o gigante supere o miúdo. E nessa batalha de limitações maiores e menores transcende que tem a força e o poder, o determinismo social ou regra moral que define o progresso da humanidade e a evolução dos povos. Eis portanto mais uma lição da Dialética: na batalha da matéria e do espírito os mais fortes ultrapassam os fracos e frágeis e debilitados, e impõem então as regras das ações, as normas de conduta e os valores predominantes bem como os princípios que ditam o modo de agir e pensar, sentir e se comportar de pessoas, grupos e indivíduos. Os mais fortes vencem e ditam as regras. Eis o que nos ensina a Dialética dos opostos e sua lei eterna dos contrários. Assim evoluimos. 10 Como as batatas que compramos na quitanda da esquina ou no armazém do bairro ou no supermercado da cidade e depois descascamos, tiramos suas roupagens, limpamos e lavamos para em seguida ir para a panela ser cozinhadas ou fritas na frigideira e transformadas em comida do almoço ou alimentos do jantar de nossa casa, assim a Dialética igualmente realiza essas ações e operações visando o nosso bem-estar físico e material, mental e emocional, psicológico e social, racional e sentimental e espiritual, a fim de que nos sintamos de bem com a vida, com saúde quase perfeita, inseridos em um ambiente de paz e tranquilidade, fraterno e solidário, o que representa para nós evolução no convívio humano, social e familiar, progresso de consciência, inteligência ativada para novas idéias e diferentes conhecimentos, construção de atitudes e atividades eticamente saudáveis e espiritualmente agradáveis, enriquecendo assim nossas experiências cotidianas em que tudo tende a buscar o que é bom e melhor para nós, o que nos faz bem e causa repouso para nós, mesmo após um dia inteiro de trabalho produtivo onde geramos riquezas ideológicas e grandezas psicológicas, felicidade nesta vida e além. Tal a função do processo dialético em nossa realidade de todos os dias, noites e madrugadas, dias e horas, e minutos e segundos. A Dialética existe para nos fazer bem. 11